NEGA-NERD
O "Nerd-Negativo", é o cara consciente e engajado que vai além da fã-babaquice "paumolecente" e além também da crítica pela crítica. Ele é 49% son of a bitch, 51% mother f**cker.
10 Novembro, 2011
11 Outubro, 2011
Sobrevivendo à semana
Quem gosta de acordar cedo na segunda-feira pra ir trabalhar ou estudar? E a terça-feira te faz mais feliz ou é o dia mais sem propósito da semana? A quarta-feira te lembra que você ainda está na metade do caminho para o fim de semana? E a quinta-feira é só mais uma terça-feira sem identidade? A sexta-feira te anima de verdade ou você ainda trabalha no sábado? O sábado é o melhor dia de todos ou você está tão cansado da semana que só quer dormir e relaxar? E seu domingo é entediante e preguiçoso a ponto de não ter nada pra fazer e ainda ter de acumular forças pra semana que se inicia (de novo)?
Bem todo mundo encara os dias da semana de forma semelhante. No final é o seu humor que determina seu dia, portanto, a lista que segue é pra levantar o astral.
19 Setembro, 2011
Webcomics
E hoje começo um outro tópico divertido: webcomics !
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| The Abominable - vencedor da categoria webcomics do Eisner Awards de 2011 |
Como o próprio nome já sugere, se trata de quadrinhos feitos para a internet, nada de quadrinhos empresariais do tipo: "como é bom tomar coca-cola enquanto salvamos o mundo". Estamos falando de quadrinhos indepedentes, com histórias e personagens próprios, vamos a alguns deles. Essa lista não está em ordem de "melhor para o pior", ela está aleatória, apenas isso.
História criada por Charles Christopher, publicada desde de junho de 2007. Apesar do que a imagen mostra, o quadrinho do autor é um pouco mais tranquilo. Na trama temos o distinto Abominable/Yeti; Vivol, o urso; e alguns outros animais da floresta que trabalham com teatro para continuar seguindo a vida. Fica dificil falar um pouco mais da trama sem entregar o roteiro, confiram por si mesmos.
Site: http://www.abominable.cc

"O quê?! Apenas um bannerzinho?" Isso aí!, senão o post fica pesado e tem mais webcomics para se falar. A série se passa no mundo acabado após uma guerra nuclear, ninguém sabe quem começou, mas sabe que o mundo continua em guerra. Aqui vemos a história do exército vermelho (que nada tem a haver com a Mãe-Russia) que luta pelos os destroços da cidade (acredite, nem os soldados sabem pelo o que lutam). Temos também o exército amarelo (maior inimigo do exército vermelho), o verde (que não durou muito tempo) e o azul (o mais bem equipado).
A história está a muito tempo sem atualizar. Ela já foi traduzida pelo o site Capinaremos.
Site do autor (Kimmo Lemmeti): http://www.blastwave-comic.com
STUPID FOX
Stupid Fox é apenas um site de uma raposa "fofinhamente" estúpida a criatividade dela está em como os quadros são desenhados, alguma vez quebrando a 4º parede, ou apenas sendo quebrado por ele. Historias bobinhas, mas que são muito divertidas. Está na internet desde de 2008, não achei o nome da autor(a) mas o site tem os contatos.
Site: http://stupidfox.net/
ROMANTICALLY APOCALYPTIC
Sério mesmo, aqui não dá pra colocar uma página desse quadrinho! Trata-se no mesmo esquema de Gone With The Blastwave, só que com desenhos ainda melhores. Aqui não tem delimitações de exércitos, temos apenas Mr. Snipper e o aloprado Captain. O autor é Vitaly S. Alexius e seu quadrinho começou em 2010. Aqui os principais problemas são zumbis, câncers (são como monstros gigantes) e outros sobreviventes que não querem amizades. Esse quadrinho é assim: "desenhos realistas + comédia absurdas".
Site do autor: http://romanticallyapocalyptic.com/
---------- Acabou, até a próxima--------------
14 Setembro, 2011
A Vingança do Monolito Vivo contra as Duas Torres (WTC)
Em outubro de 1985, David Micheline e Mark Silvestri contaram a história de como Ahmet Abdol, revoltado com a perda da mulher em um atentado nas ruas do Cairo, acaba descobrindo seus poderes mutantes e sua descendência dos fáraos. Aliando-se a uma seita que esperava justamente um sinal dos antigos fáraos para a dominação mundial, eles marcham até Nova Iorque para enganar e se apossar dos poderes do Quarteto Fantástico fazendo desta forma Abdol se transformar no Monolito Vivo. Os Vingadores, Homem-Aranha e alguns membros dos X-Men se unem para impedir a completa destruição da cidade.
A capa da revista diz tudo, dá um frio na espinha e ainda justifica a existência desse post.
No Brasil, foi publicada na Graphic Marvel nº 3 de setembro de 1990 (11 anos antes).
Dica de Sangre Libre, o primeiro desistente.
10 Setembro, 2011
Superman vs. Batman
No dia 20 de agosto desse ano, no Edinburgh Book Festival, Grant Morrison, o roteirista mais bambambam da atualidade na sua palestra sobre a história dos quadrinhos, lança a seguinte pérola:
“Superman passou a infância colhendo feno em uma fazenda e é um herói da classe operária, por isso as pessoas não gostam dele. Já o Batman é um bilionário que dorme até as três da tarde, veste uma roupa de borracha e sai pra dar porrada nos pobres. É uma fantasia dos nossos desejos.”
Pois é, essa frase está aqui porque me deixou com a pulga atrás da orelha..., sempre achei que a preferência pelo Batman ficava pelo fato dele ser o humano que consegue resolver tudo no meio de outros supers, pelo fato dele dar vazão àquele espírito vingativo que todos nós sentimos, usando o clássico uniforme negro para expor esse nosso lado. No entanto, ele é tão bom, tão fodão, que ficou muito irreal pro meu gosto. Irreal como o Superman, o primeiro super-herói.
Agora, será mesmo que esses dois heróis representam nossos desejos e posicionamentos sociais? Bem, fica a dúvida..., alguém aí acha alguma coisa?
09 Setembro, 2011
As fitas cassete e "O Código Tarantino"
Há mais ou menos uns 20 anos atrás, quando eu queria ouvir alguma música as minhas opções eram: rádio, discos de vinil (LPs) e as fitas cassete (K7). Quando tinha uns 16 anos ganhei de aniversário um som (que ainda tenho) e meio que exigi que ele tivesse dois tapes, para que eu pudesse copiar músicas de um K7 para outro.
Para mim, era um movimento normal ficar montando fitas com as músicas que havia gravado dos melhores programas de rádio, dos LPs e K7s que arrumava emprestado ou comprava. A fita cassete era uma tecnologia mágica no meu entender. Eu tinha até uma caixa de sapato com dezenas delas e o porta-luvas do carro estava sempre cheio para alimentar o toca-fitas.
Nessa época o acesso a tudo também era bem difícil. Tinha poucos amigos com interesse musical semelhantes aos meus e muitas vezes ficava grudado no rádio esperando tocar a dita cuja daquela música que eu estava a fim para poder gravar. E era assim, rádio ligado, k7 no ponto e os botões do "play", "rec" e "pause" esperando a hora de ser "despausado" para poder gravar.
As fitas cassetes sumiram e foram substituídas pelos CDs, mas eu mantive o costume de montar as minhas seleções. O surgimento do Napster foi um sopro de felicidade já que abriu milhares de possibilidades musicais que nunca na vida tinha imaginado ser possível encontrar (corrigindo: a não ser quando eu me imaginava rico). Hoje, o Napster está morto e enterrado, mas existem centenas de outras possibilidades de descobrir e conhecer coisas novas pela internet a fora, que não irei tratar agora.
Bem, inspirado pelo tumblr Top.10.Basf e pelo artigo da "fita infalível" do blog "Quem matou a Tangerina", criei a minha primeira seleção para quem acompanha o Nega-Nerd só com trilhas sonoras presentes nas obras dirigidas, escritas ou que tiveram alguma participação de Quentin Tarantino. O cara não só é conhecido pelo seu talento, como também pela dedicação de se adequar a melhor música a uma determinada cena, de forma que fique quase impossível ouvi-la novamente e não se lembrar do filme e/ou da cena em si. Aproveitem:
Para mim, era um movimento normal ficar montando fitas com as músicas que havia gravado dos melhores programas de rádio, dos LPs e K7s que arrumava emprestado ou comprava. A fita cassete era uma tecnologia mágica no meu entender. Eu tinha até uma caixa de sapato com dezenas delas e o porta-luvas do carro estava sempre cheio para alimentar o toca-fitas.
Nessa época o acesso a tudo também era bem difícil. Tinha poucos amigos com interesse musical semelhantes aos meus e muitas vezes ficava grudado no rádio esperando tocar a dita cuja daquela música que eu estava a fim para poder gravar. E era assim, rádio ligado, k7 no ponto e os botões do "play", "rec" e "pause" esperando a hora de ser "despausado" para poder gravar.
As fitas cassetes sumiram e foram substituídas pelos CDs, mas eu mantive o costume de montar as minhas seleções. O surgimento do Napster foi um sopro de felicidade já que abriu milhares de possibilidades musicais que nunca na vida tinha imaginado ser possível encontrar (corrigindo: a não ser quando eu me imaginava rico). Hoje, o Napster está morto e enterrado, mas existem centenas de outras possibilidades de descobrir e conhecer coisas novas pela internet a fora, que não irei tratar agora.
Bem, inspirado pelo tumblr Top.10.Basf e pelo artigo da "fita infalível" do blog "Quem matou a Tangerina", criei a minha primeira seleção para quem acompanha o Nega-Nerd só com trilhas sonoras presentes nas obras dirigidas, escritas ou que tiveram alguma participação de Quentin Tarantino. O cara não só é conhecido pelo seu talento, como também pela dedicação de se adequar a melhor música a uma determinada cena, de forma que fique quase impossível ouvi-la novamente e não se lembrar do filme e/ou da cena em si. Aproveitem:
O Código Tarantino
01- Misirlou - Dick Dale & His Del-Tones (Pulp Fiction - Tempo de Violência)
02- Dark Night - The Blasters (Um Drink no Inferno)
03- Little Green Bag - George Baker Selection (Cães de Aluguel)
04- Graceland - Charlie Sexton (Amor à Queima Roupa)
05- Girl, You'll Be a Woman Soon - Urge Overkill (Pulp Fiction - Tempo de Violência)
06- Out of Limits - The Marketts (Pulp Fiction - Tempo de Violência)
07- Don't Let Me Be Misunderstood - Santa Esmeralda (Kill Bill vol.1)
08- Stuck in the Middle With You - Steallers Wheel (Cães de Aluguel)
09- You Never Can Tell - Chucky Berry (Pulp Fiction - Tempo de Violência)
10- Six Blade Knife - Dire Straits (A Balada do Pistoleiro)
11- After Dark - Tito & Tarantula (Um Drink no Inferno)
12- Rebel Rouser - Duane Eddy (Assassinos por Natureza)
Obs.: Sei que faltou um tanto de filmes como Jackie Brown, Bastardos Inglórios e outros, mas esses aí ficam pra quem se interessar e quiser descobrir mais.
04 Setembro, 2011
MARSHAL LAW - Fear and Loathing
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| Visual "sadô-masô" para o maior anti-herói de todos (literalmente). |
Após um violento terremoto em 2006 que quase destruiu São Francisco, a cidade mergulha num caos de violência, criminalidade e corrupção. De seus escombros, surge San Futuro onde se passa a história de Marshal Law, personagem lançado em 1987 com roteiros de Pat Mills (Slaine) e arte de Kevin O'Neil (As Aventuras da Liga Extraordinária).
Os “super-heróis” de San Futuro são humanos geneticamente alterados pela poderosa corporação SHOCC. Tão poderosa que, pelo que parece é a instituição que detém a legitimidade do uso exclusivo da violência, conhecido como Segurança Pública ou Estado. Estes seres “especiais” foram mandados para combater na “Zona”, a América Latina revolucionária. Como uma espécie de Vietnam os soldados cometeram inúmeras atrocidades em nome da pátria em meio a combate ferozes contra os rebeldes latinos, enquanto isso o Espírito Público, ídolo e inspiração de todos os heróis, conquistava as estrelas. O problema é que, sem saber ao certo quem ganhou ou perdeu, estes super-soldados voltaram para dar continuidade a guerra em casa. As ruas estão tomadas por soldados psicologicamente atormentados, sem nenhuma função social muito clara e com seus instintos mais violentos aflorados prontos para fazer justiça (o que quer que isso signifique) com as próprias mãos.
Marshal Law é um justiceiro mascarado que trabalha para o governo com a missão de patrulhar a parte central da cidade habitada por esses mal feitores e gangues de super heróis enlouquecidos pela guerra. Um matador de fantasiados, um "cape killer" durão e quase tão louco quando os criminosos que caça. Law é a sua prórpia contradição: ele, um super-herói e veterano da Zona (também atormentado por isso), é aquilo que mais odeia. Marshal Law, é o herói que caça heróis, “mas que ainda não encontrou nenhum”.
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| Capa da 1ª edição da mini-série lançada pela Editora Abril em maio de 1991 |
Esse é basicamente o cenário bem caótico, onde um assassino misterioso conhecido como Hibernante ataca mulheres vestidas como a heroína Celeste, namorada de Espírito Público, primeiro super herói a alcançar as estrelas e símbolo dos ideais e sonho americano. Law investiga o o caso e passa a crer que por trás do capuz de papel do Hibernante se esconde o hipócrita Espírito Público, seus segredos e os do governo para manter o mito criado sobre o maior herói do mundo.
O roteiro do Mills é engenhoso, complexo e intrincado, com muitas surpresas e inesperadas reviravoltas; a narrativa fragmentada é habilmente conduzida com mudanças de ponto de vista e complexas transições temporais, a leitura merece desta forma uma especial concentração, tamanha a quantidade de informação textual e visual.
É evidente a referência e crítica que Pat Mills faça ao universo superheróistico como um todo. Não dificilmente você verá (ou acreditara estar vendo) versões de heróis da DC e da Marvel na angulosa arte de Kevin O'Neil. Anabolizantes, sexualidade, taras, perversões, sado-masoquismo e psicanálise, são discussões que permeiam toda a revista que, embora tenha sido eclipsada pelo sucesso de Watchmen (de 1986), talvez seja uma das melhores e garantidamente a mais ácida sátira de super-heróis já escritas.
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| Em Crime e Castigo, Marshal Law vai a um hospício atrás do Perseguidor, uma paródia do Justiceiro. |
Lançado no Brasil na década de 90, o personagem Marshal Law teve essa mini-série e mais uma edição especial chamada "Crime e Castigo" (no qual ele invade um hospício onde os internos são uma paródia dos maiores heróis da Marvel). Se hoje "The Boys" seja a referência de revista que se "vinga " do gênero de super-heróis, Marshal Law fez isso uns 20 anos antes e ainda "previu" de certa forma o pântano lamacento e fedido que foram os anos 90 com Cable, Image Comics e Rob Liefeld como sues sintomas mais malditos.
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